Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 27/08/2021
De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, em seu artigo 1º, inciso III, é previsto o respeito e a preservação da dignidade da pessoa humana. Todavia, essa realidade está distante de ser efetivada, pois em pleno XXI, é possível se deparar com inúmeras violações a tal direito. Além disso, os caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil ainda se encontram obscuros, e muitas das vezes, distorcidos na forma de agir da população e do próprio governo. Contudo, o descaso dos governantes frente à precária situação da educação e a omissão em prestar uma assistência social às famílias carentes e de baixa renda começa a refletir nesse cenário nefasto.
Em um primeiro momento, é necessário ressaltar a frase do líder político, Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que se tem para mudar o mundo”, de fato ao analisar tal pensamento é possível apontar a forma errônea que o país trata esse “inimigo sorrateiro” que é o crack. Bem como, a omissão dos políticos quando o assunto é investimento nas instituições de ensino público no Brasil demonstra que a educação nunca foi uma prioridade. Ademais, isso começa a virar um efeito em cascata, visto que ao faltar o aparo estatal frente à formação dos jovens, nos primeiro anos de estudo, abre brecha para o traficante implantar a sua metodologia e contaminar os adolescentes.
Outrossim, é necessário ressaltar uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), no ano de 2019, demonstrando que 78% das pessoas viciadas no crack tiveram o primeiro contato quando ainda estudavam no ensino médio. Demais, esses números começam a ser mais assustadores ao analisar que 67% dos usuários são de família carente, tendo em vista que essa droga é tida como “barata” e de acesso às pessoas de baixa renda. Desse modo, cresce de importância uma prestação assistencial efetiva pelo governo, uma vez que apenas o contanto estatal nas escolas não é suficiente, fazendo necessário que seja abrangido para os bairros dos alunos e suas casas.
Logo, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para que a precariedade do ensino público e o descaso frente à prestação assistencial as famílias carentes não seja mais um potencializador para a disseminação do crack. Portanto, o Ministério da Cidadania deve promover um projeto social que acompanhe de perto todos os alunos matriculados em escolas públicas, tanto no ensino quanto na vida familiar, e possibilite a abrangência as comunidades onde os mesmos residem. Isso deve ser feito, por meio de parceria com empresas que possibilitem o acesso ao menor aprendiz e a construção de centros de interação social e familiar em bairros que apresente alta taxa de usuários de crack. Isso tudo, deve ser feito a fim de prestar o mínimo de auxílio aos jovens que serão o futuro do país e com isso demonstra que o Brasil não desampara “filho” nenhum e lutará para o futuro glorioso de todos.