Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 21/09/2021
Após a eclosão da Revolução Industrial e o fortalecimento da indústria farmacêutica, o mundo é assolado pelo mal oriundo das drogas sintéticas, dentre elas o crack. Dito isso, debates a respeito dos caminhos ao combate a epidemia deste composto no Brasil tornaram-se inevitáveis. Certamente, essa endemia é causada pela ineficiência estatal no trato dos viciados e pela falha na luta contra o tráfico. Dito isso, medidas assertivas são necessárias para a reversão deste cenário.
Em primeira anlise, destaca-se o baixo quantitativo de clínicas de reabilitação sob a tutela do Estado brasileiro. Segundo dados da Folha de São Paulo (2020), o país consegue atender apenas um décimo dos seus usuários que, evidendemente, aceitam o tratamento. Isto posto, torna-se notória a baixa infraestrutura nacional para garantir aos seus cidadãos um direito constitucional: o acesso à saúde.
Em segunda análise, ressalta-se o constante crescimento da lucrativa indústria do tráfico de drogas no país. Consoante ao filósofo francês Jacques Derrida: “o dinheiro move o homem em direção a sua autodestruição”. Indubitavelmente, a realidade brasileira se associa a este pensamento, ao passo que, conforme informações da Polícia Federal, o contrabando de crack triplicou na última década e agravou de maneira preocupante o problema da drogadição em território nacional.
Destarte, é mister a resolução de tal problemática. Para tal, o Ministério da Saúde, por meio de verbas federais, deve disponibilizar à população o acesso à clínicas de reabilitação, objetivando livrar os cidadãos brasileiros do vício. Ademais, por intermédio de recursos da União, a Polícia Federal precisa aumentar o quantitativo de agentes fiscalizadores nas fronteiras brasileiras, visando reduzir a entrada de substâncias ilícitas no Brasil. Sendo assim, a adversidade da epidemia de crack será superada e o direito constitucional de acesso à saúde será resguardado.