Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 02/11/2021

Na série original da netflix, “Outer Banks”, um dos personagens (Rafe Cameron) sofre com o vício em crack/ cocaína, com o decorrer da trama é possível observar o aumento da sua dependência química e como o personagem torna-se cada vez mais violento e os efeitos da falta da droga, além de destruir a sua família e do pai ignorar esse problema. Mesmo sendo uma história ficcional, muitas pessoas sofrem com essa dependência; no Brasil, há uma epidemia de crack e podemos apontar o tratamento inadequado, falta de conscientização e o fácil acesso às drogas, como fatores que fortalecem o problema, com isso é necessário medidas que ajudem no combate.

O Brasil é o segundo país que mais consome crack (perde apenas para o Estados Unidos), devido a permeabilidade das fronteiras é fácil a chegada das drogas aos distribuidores, consequentemente aos consumidores também, que por ser uma droga de baixo valor, acaba sendo umas das mais consumidas (principalmente na região nordestina), o problema é que essa droga tem um efeito muito rápido, a pessoa se torna dependente em pouco tempo, com isso se torna agressiva ao ponto de perder a sanidade e viver em função do consumo.

Segundo os dados fornecidos pela fiocruz, 13,51% dos usuários são crianças e adolescentes, ou seja, com a falta de conscientização, família estruturada, viverem em um ambiente violento ou no qual o contato com o crack é comum, acabam entrando no mundo das drogas, veem isso como refúgio. Porém, para sair é mais difícil, além de lidar com o vício, não são todos os profissionais que estão preparados para lidar com isso, não tem leitos o suficiente, isso acaba piorando a situação, deixando essas pessoas frágeis sem a quem recorrer e um tratamento digno, e também o risco de transmitir doenças, bater em alguém.

Portanto, após toda problemática exposta entende-se que para combater essa epidemia, é dever do ministro da saúde, da educação e governo federal, mostrar as consequências disso para as pessoas (principalmente os jovens), dar um tratamento humanizado, local preparado para receber essas pessoas e segurança na rotas de entrada das drogas, através de fiscalização rígida, campanhas de conscientização sobre malefícios do uso do crack, profissionais corretamente instruídos e aumento de hospitais destinados a pessoas dependentes.Essas medidas vão ajudar na diminuição de usuários, melhorando a qualidade de vida dos mesmo e evitando novos dependentes.