Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 13/10/2021
Perda de realidade. Efeito rápido e devastador. Dificuldade de se relacionar com as pessoas. A epidemia de crack no brasil se agrava e, diferente do esperado, os caminhos para o combate não estão sendo suficientes para diminuir o consumo e, consequentemente, seus efeitos sobre os usuários. Isso decorre, especialmente,pelas iniciativas ultrapassadas do Estado no combate e pela glamourização do uso das drogas.
Diante desse cenário, é válido destacar que o governo apresenta medidas que não cooperam no combate do uso de crack a longo prazo. Indubitavelmente, a lei sancionada em 2019, que libera a internação compulsória sem que haja uma ordem judicial para isso, foi uma medida agressiva para tentar solucionar um problema que deveria ser tratado como saúde pública e, ademais, atentar-se a prevenir a entrada de indivíduos no mundo das drogas e ajudar na ressocialização dos usuários. Por isso, é, na maioria das vezes, difícil saber se a internação involuntária funcionará para determinado paciente, visto que a situação dele após a saída é imprevisível, se não houver uma assistência.
Além disso, é fundamental salientar que há uma glamourização, por parte da população, do uso de drogas. Sem dúvidas, a evolução tecnológica ajudou para uma alta taxa de compartilhamento de ideais de fácil acesso nas redes sociais, o que faz com que vários jovens tenham a possibilidade de encontrar idealizações do uso de entorpecentes, sem mostras as consequências da vida de um viciado. Isso não só aumenta a taxa de usuários e, consequentemente, de mortalidade - 30% associada ao crack, de acordo com pesquisa feita pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) -, como também aumenta a taxa de moradores de rua e violência. Dessa forma, é inadmissível que o Brasil, país promulgador da Constituição Federal de 1988, não tenha um projeto que realmente funcione acercado combate ao crack e outras drogas.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para diminuir e, a longo prazo, combater a epidemia de crack. Por isso, cabe ao Ministério da Educação (MEC) aperfeiçoar as campanhas em escolas e universidades sobre as drogas e suas consequências, por meio de parcerias com os meios de comunicação, para que haja mais propagandas nas televisões, rádios e redes sociais, para alcançar e alertar a maior parte da população, a fim de solucionar esse entrave na sociedade brasileira. Ademais, o Governo Federal deve intervir em políticas que visam a saúde pública, por meio de novas leis que assistam dependentes químicos durante e após a internação. Espera-se, com isso, um Brasil mais saudável e harmônico.