Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 19/11/2021

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que os caminhos para conter uma epidemia de crack no país apresenta barreiras, como quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência estatal quanto do baixo incentivo ao tratamento e educação do público jovem como parte do combate ao crack e derivados. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, um fim do funcionamento da sociedade.

Nesse cenário, é fulcral pontuar que o uso generalizado do crack deriva da baixa atuação dos governos governamentais, no que se refere à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar social, entretanto isso não ocorre no Brasil. Certamente, devido a falta de atuação das autoridades, os índices de dependência crescem, o número de pessoas em situação de vulnerabilidade que recorrem ao crack como válvula de escape aumenta (como elucidado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 60% dos usuários de crack vive com menos de um salário mínimo, dos quais 40% estão em situação de rua), o número de leis exclusivamente repressivas à essa camada do tecido social se eleva. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o incentivo ao tratamento e educação contra o crack escasso como promotor do problema. Por conseguinte, observação-se o número baixo de clínicas de reabilitação com valor acessível ou gratuitas (como afirmado em matéria do G1, mais de 80% das clínicas são inacessíveis e particulares), corroborando para aumento da dependência, como também um baixo número de programas educacionais como o PROERD. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de programas e clínicas contribuí para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas são necessárias para conter o impasse. Dessarte, com intuito de mitigar o problema, requer-se que o Tribunal de Contas da União direcione o capital que, por intermédio dos Governadores e Ministério da Educação, será revertido em maior número de clínicas gratuitas, propagandas de incentivo ao tratamento e intensificação de programas como o PROERD (a fim de diminuir a epidemia de crack no país) por meio de reuniões com países referenciais. Dessa forma, atenuar-se-à em médio e longo prazo os impactos nocivos da problemática e a coletividade alcançará a utopia de More.