Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 13/11/2021
No contexto da Revolução Industrial, os operários ingleses eram expostos a exaustivas jornadas de trabalho, assim, sua saúde psicológica podia ser comprometida, o que os levava a optar por utilizar drogas como uma espécie de subterfúgio, e, por conseguinte, eles se tornavam dependentes químicos. Similarmente, no Brasil contemporâneo, nota-se que a epidemia de crack vem acometendo inúmeros brasileiros. Nesse sentido, urgem medidas para combatê-la, por meio do poder transformador da educação e de políticas para o tratamento do vício.
Em primeira análise, percebe-se a importância da educação em afastar as pessoas do mundo das drogas. Isso porque, sabe-se que a evasão escolar pode gerar maior acesso à criminalidade e, consequentemente, às drogas; uma vez que há carência de políticas públicas de vigilância e controle do tráfico de entorpecentes. Nesse sentido, crianças e adolescentes que abandonam as escolas são facilmente influenciados a usar ou a vender tais substâncias nocivas. Diante do exposto, Pitágoras, em seu discurso, afirmava o poder transformador que a educação tem na sociedade. Portanto, vê-se a necessidade de incentivar os estudos como ferramenta de combate dessa epidemia.
Em segunda análise, é evidente que o Estado deve oferecer o tratamento devido aos dependentes químicos, além de assegurar a sua inserção social. Isso visto que indivíduos viciados em crack se distanciam do ambiente familiar e, muitas vezes, encontram-se em situação de rua. Um exemplo disso é a situação evidenciada pela Cracolândia, a qual remete as dificuldades diárias vividas por esse grupo marginalizado. Tendo isso em vista, torna-se clara a importância de reverter esse cenário lamentável que macula a imagem do País.
Urgem, portanto, medidas para combater a epidemia de crack no Brasil. Destarte, é dever do Estado, por meio do Legislativo, criar leis que disponibilizem o acesso gratuito ao tratamento de reabilitação de dependentes químicos, por intermédio de consultas realizadas por profissionais competentes da área da saúde, oferecidas em postos de saúdes municipais. Além disso, as Prefeituras devem incluir aqueles que se encontram em situação de rua nos seus programas habitacionais. Ademais, para o sucesso dessa medida, o Ministério da Educação, em parceria com instituições profissionalizantes, devem propor tanto o ensino quanto o preparo dessas pessoas no Ensino Superior e, posteriormente, no mercado de trabalho, a fim de inseri-los novamente em sociedade. Assim, os usuários de crack garantirão as necessidades básicas para saírem das ruas e garantirem seu sustento, longe do vício e da criminalidade.