Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 21/08/2022
Durante as primeiras décadas do Século XX, o Brasil passava por um intenso processo de urbanização. Marcado pela rapidez e pela elitização do espaço, tal processo deu origem a aglomerados urbanos que, mais tarde, teriam a sua população mais pobre sendo expulsa para terrenos mais baratos e afastados do centro urbano: as favelas. Consequentemente, surgiram conflitos entre os moradores da periferia e os do centro quanto ao uso de drogas ilícitas pelos primeiros. Nesse contexto urbano e social, discute-se sobre os caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil.
Em primeiro plano, vale destacar como se dá o processo de formação de novos usuários de droga. Conforme as canções do disco “sobrevivendo no inferno”, do grupo musical “Racionais”, a periferia é o ponto de partida da marginalidade e do vício, pois é nela que a droga se apresenta convidativa aos jovens e adolescentes da região, os quais já influenciados pelo convívio com outros usuários, tornam-se suscetíveis a experimentar o crack e, evidentemente, a se viciarem. Dessa forma, o vício já começa na infância e a falta de orientação é o principal fator dessa epidemia.
Por conseguinte, em segundo lugar, os focos do uso de crack se dão nas comunidades e, inclusive, originaram um espaço propício ao seu uso indiscriminado na metrópole paulista. Apelidado de “cracolândia”, esse espaço contém uma relevante parcela de viciados, em sua maioria jovens moradores de rua, e, na atualidade, já se expande para outras regiões paulistanas como São Bento. Dessa maneira, evidencia-se a situação de descontrole do problema e a inoperância do Estado.
Destarte, cabe aos governos estaduais, em parceria com o Ministério da Educação, a adoção de uma política antidrogas nas escolas da periferia, com o intuito de orientar os jovens a permanecerem distantes do uso de drogas ilícitas. Assim, a partir da distribuição de panfletos educativos, será possível combater a formação de novos usuários de droga e, por conseguinte, a epidemia de crack no Brasil.