Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 09/10/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e fatos sociais patológicos. Nesse sentido, a falta de devida aplicação dos caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil é um fato social patológico. Sob esse viés, isso decorre da omissão estatal e da negligência da mídia.

Nesse panorama, a exiguidade de necessária atenção do poder público é uma notória promotora da epidemia de crack no Brasil. Sob esse prisma, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Não obstante, esse acordo é violado, porque o meio regulador não aplica as soluções para mitigar o consumo de drogas, como a elaboração de clínicas populares, que democratizariam o acesso a um tratatamento digno. Dessa forma, a desigualdade social é aprofundada pela inoperância do Estado, já que não usa da sua prerrogativa para criar medidas de atenuação do quadro de entorpecentes, como os centros de reabilitação públicos.

Ademais, a passividade da imprensa é uma imperiosa incentivadora da escassez de prosseguimento dos projetos de combate à epidemia de crack. Sob essa perspectiva, conforme a Carta Magna, os meios de comunicação devem cumprir a sua função social. Nesse prisma, o documento máximo é desrespeitado, porquanto os jornais, infelizmente, não destacam um adequado espaço para a divulgação de medidas de combate a adicções, como um programa diário. Conseguintemente, a sociedade é deteriorada pela conivência da mídia, que inviabiliza o contratualismo proposto.

Portanto, é mister haver um debate sobre as maneiras de se combater a epidemia de crack. Sob essa ótica, os congressistas devem criar incentivos financeiros, como isenções fiscais, para empresas que destinarem parte de seus proventos para instituições de recuperação de dependentes químicos, por meio da sanção do presidente, a fim de que as ideias de filósofos tenham praticidade. Somado a isso, as instituições jornalísticas devem criar campanhas de apelo à prevenção do uso de crack, por intermédio da linguagem conativa, com o fito de se ter um país melhor e, consequentemente, próspero.