Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 23/10/2022
A Constituição Federal de 1988, em suas linhas, garante como sendo proibído qualquer tipo de uso para qualquer que seja a droga. Entranto, na realidade a situação é difrente, visto que muitos indivíduos são, ainda, dependentes de vários tipos de drogas, como por o exemplo, o crack, que é considerado hoje em dia como uma epidemia no país. Dessa forma, a problemática é agravada não somente pela negligência do Estado, mas também pela falta de conhecimento dos cidadãos.
A princípio, o descaso do Estado com a situação e o tratamento dos indivíduos usuários de crack é um fator contribuinte para a agravamento da problemática. Nesse contexto, segundo o psiquiatra Pablo Roig, o número de usuários de crack hoje no Brasil está em torno de 1,2 milhão e a idade média para início do uso da droga é 13 anos. Em relação ao dado supracitado, observa-se um elevado número de usuários no país, que não recebem a atenção necessária do Estado, e por isso não conseguem o tratamento e o auxílio que deveriam receber, ocasionando o aumento no número de dependentes químicos e a diminuição da qualidade de vida deles. Assim, a negligência estatal é fator agravante da problemática.
Vale ressaltar, ainda, que a falta de informação da população acerca dos problemas provenientes do uso de drogas, principamente, da dependência química, é um dos motivos para a entrada no “mundo das drogas”. Nesse sentido, segundo o pensador Sir Arthur Lewis, gastos na educação não são despesas, mas sim investimentos com retorno garantido. Em consonância com o pensamento apresentado, nota-se a importância da educação como fator transformador na sociedade, sendo assim, a falta de conhecimento acerca dos perigos das drogas leva o indivíduo a experimentar por diversão, sendo levado ao vício em pouco tempo. Logo, é necessária a divulgação de informações sobre o uso de crack.
Dessarte, faz-se necessária a intervenção estatal. Dessa forma, o Estado, poder público de grande impotância, deve investir no tratamento e acompanhamento dos indivíduos dependentes de crack. Para isso ser possível, a ação deve ser realizada por meio da criação de novas clínicas de reabilitação (espalhadas por todo o território) e o acompanhamento pós tratamento, a fim de dimuir o número de dependentes químicos, e assegurar a atenção necessária a eles.