Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 18/10/2023

Thomas hobbes, em sua obra, “Utopia”, acreditava em uma sociedade caracterizada pela ausência de problemas e conflitos, na qual todos seriam iguais em dignidade e direito. Fora da ficção, o que se observa é o oposto dessa ideia, visto que a epidemia de crack se agrava cada vez mais no país. Desse modo, superar este desafio torna-se primordial, principalmente a descriminalização do usuário e o combate ao tráfico de drogas.

Em primeiro lugar, o embate ao crack deve ser tratado como saúde pública, os dependentes sofrem com diversos problemas físicos e psicológicos ao utilizarem a droga e por abstinência também. Lidar com o usuário como um infrator comum regride o tratamento e impede que muitos busquem ajuda. O país enfrenta um alto índice de pessoas acometidas por esse vício, de acordo com o LENAD (levantamento nacional de álcool e drogas), o Brasil é responsável por 20% do consumo mundial do entorpecente, e se todos forem de fato criminalizados o objetivo final de ajudar esses indivíduos não será cumprido. Essa política de violencia já se mostrou ineficaz.

Ademais, o Brasil sofre com um grande volume de drogas que entram no país todo ano, de acordo com a Policia Federal, em 2021 esse número foi de 108 toneladas. Além disso, dentro do território brasileiro, a atividade de laboratórios do tráfico também é intensa, visto que o crack é um derivado da cocaína, que precisa ser extraído para depois ser comercializado. Outrossim, dessa maneira, o combate a essa epidemia está intimamente ligado a luta contra o tráfico, uma vez que a diminuição impactaria diretamente a distribuição, impedindo novos possíveis usuários e ajudando na contenção dos já existentes.

Portanto, a fim de superar os desafios supracitados, urge a necessidade de criação de postos móveis de apoio ao usuário, regidos pelo Ministério da saúde, que ficariam localizados em áreas de maior atividade dos dependentes, sendo responsável por apresentar opções de tratamento. Além disso, campanhas de conscientização promovidas pelo MEC, por meio de sites colaborativos e material didático, teria por objetivo impedir possíveis novos usuários. Por fim, a finalidade seria a contenção e prevenção de dependentes.