Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil

Enviada em 02/11/2024

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual se encontra livre de mazelas sociais. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a expansiva epidemia do crack na sociedade brasileira apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da desigualdade social, quanto da insuficiência nos processor de reabilitação. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a precariedade nos processos de reabilitação deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, cada vez mais é notado a ineficiência dentre os pacientes que buscam uma resolução para a dependencia química. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal deforma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a desigualdade social como promotora do problema. De acordo com um pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), especializada em tecnologia e saúde, ao menos 40% dos usuários se encontram em situações de rua. Partindo desse pressuposto, é simbólico que, pelo fato de ser uma substância ilícita, seu acesso em meios marginalizados é extensivo. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que essa desigualdade contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o aumento da influência do crack, necessita-se, urgentemente, que o Ministério da Saúde direcione sua atenção á esse público, através de investimentos em clínicas estruturadas para tratamentos adequados de reabilitação e projetos com o público sem-teto, com fins ao mesmo. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da epidemia do crack, e a coletividade alcançará a Utopia de More.