Caminhos para combater a falta de moradias no Brasil
Enviada em 18/08/2025
O filósofo Thomas More, em sua obra Utopia, apresenta uma sociedade perfeita, a qual é caracterizada pela ausência de mazelas sociais. No entanto, ao se analisar a conjuntura brasileira, vê-se uma oposição ao texto mencionado, já que a falta de moradias é um problema e compromete a harmonia coletiva nacional. Nesse sentido, podem ser apontados como causas de tal desarmonia a má gestão das políticas públicas habitacionais e a desigualdade socioeconômica persistente.
Sob esse viés, o filósofo Aristóteles afirma que pobreza é a mãe da revolução e do crime. Como Aristóteles já alertava em sua frase, posso apontar que essa realidade se confirma no Brasil, quando se observa a má gestão das políticas públicas habitacionais. Programas como Minha Casa Minha Vida, apesar de boas intenções, sofrem cortes de verbas, burocracia e fiscalização insuficiente, fazendo com que diversas famílias não tenham boas moradias.
Além disso, segundo a Fundação João Pinheiro, em 2022, o déficit habitacional no Brasil é de aproximadamente 5,8 milhões de moradias, ou seja, quase 6 milhões de famílias não têm uma casa adequada, demonstrando que há um índice enorme de desigualdade socioeconômica no Brasil. Com essa desigualdade social persistente, quem está em um ambiente mais vulnerável acaba indo morar em favelas ou até mesmo ocupando as ruas.
Diante disso, fica evidente que a má gestão das políticas públicas habitacionais e a desigualdade socioeconômica comprometem o acesso da população a moradias dignas. Portanto, é urgente que fortaleçam as políticas públicas habitacionais, como melhorar os programas Minha Casa Minha Vida, entre outros, e também promover a inclusão social e reduzir a desigualdade. Assim, nos aproximaremos de utopia.