Caminhos para combater a falta de moradias no Brasil
Enviada em 30/06/2025
No século XX, os candangos edificaram Brasília e também fizeram suas moradias, tanto no centro urbano, quanto em locais marginalizados. Hoje, no Brasil, entretanto, a falta de casas dignas é um problema a ser enfrentado, devido à especulação imobiliária que eleva os preços dessas, bem como devido a não condição financeira de muitos brasileiros para aquisição.
Diante desse cenário, a especulação imobiliária é um fator que corrobora para o problema. Acerca disso, é comum que pessoas comprem imóveis e subutilizem-no para que somente ganhem com a valorização dos preços, que sobe com o tempo. Sob essa ótica, com os imóveis mais caros, fica ainda mais difícil a aquisição desses. Logo, é preciso que medidas sejam adotadas, como o IPTU progressivo. Dessa forma, o Estado, como ente supremo, conhecido como Leviatã de Hobbes, pode conter a subida dos preços e evitar a subida absurda dos preços dos imóveis.
Além disso, a falta de remuneração adequada marginaliza parte da população que vive sem moradia (nas ruas) ou em moradias precárias. Nesse sentido, a Constituição Federal garante o direito à moradia digna, mas o que se é evidenciado é que, sem condições financeiras suficiente, pessoas vivam em precárias condições, comprometendo a vida dos que sofrem com enchentes, deslizamentos, insalubridade e outros fatores. Com efeito, enquanto não há condições para aquisição de casas, o problema persiste.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de superar desafios acerca da falta se moradia no Brasil. Para isso, o Governo deve implantar o IPTU progressivo de forma eficaz, visando sobretaxar imóveis sem uso ou subutilizados para desestimular investidores que ganham com a especulação imobiliária que cresce com o tempo a fim de reduzir o preço das moradias, tornando-as mais acessíveis. Paralelamente, o Governo deve financiar, de forma simbólica e até mesmo doando para os necessitados, moradias para que a Constituição Federal faça sentido, visando garantir um direito a todos. Talvez assim, o Brasil possa garantir o acesso a moradias que são fundamentais para que haja sociedade, dos egípcios e suas construções ao candangos, que promoveram urbanização.