Caminhos para combater a falta de moradias no Brasil
Enviada em 08/07/2025
O filósofo espanhol Adolfo Vázquez afirma que “o aumento da frequência de um determinado evento ocasionaria, erroneamente, sua naturalização. Dessa forma, um fenômeno patológico como a falta de moradia de muitos indivíduos passa a ser tratado com normalidade e indiferença no Brasil hodierno. Diante disso, torna-se imprescindível analisar a sobrecarga das áreas urbanas e a negligência governamental.
Nessa perspectiva, o aumento do contingente populacional urbano caracteriza-se como um dos causadores da problemática apresentada. Tal fato ocorre devido à ausência de escalabilidade das cidades, que, por um mau planejamento prévio não preparam a sua estrutura para possíveis crescimentos e extensões do ambiente urbano. Nesse viés, a garantia a moradia no território brasileiro se assemelha ao pensamento do psicólogo Goldberg, que diz que “o homem trata os espaços públicos como lugares a serem culpado por quem chegou primeiro” . Logo, é necessário mitigar esses entraves que impedem o desenvolvimento do país.
Além disso, ressalta-se que a negligência estatal influencia fortemente o problema. Nesse sentido, a frase do escritor inglês Aldous Huxley, que diz que “os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”, evidencia a perspectiva na qual os cidadãos sem habitação estão inseridos, e destaca a invisibilização do governo, deixando esses indivíduos à margem da sociedade, sem realizar ações resolutivas eficazes. Assim, em detrimento do exposto é urgente a avaliação desse panorama.
Portanto, urge que ações que minimizem a falta de moradia no Brasil sejam adotadas. A partir disso, o Estado, por meio do Ministério das Cidades, órgão que amplia o acesso a direitos básicos, como moradia, criar programas sociais que ofertem lares à população, e ainda abrigos comunitários temporários para os cidadãos sem-teto com o objetivo de mitigar essa situação. Dessa maneira, a naturalização dessa deficiência social será erradicada.