Caminhos para combater a falta de moradias no Brasil

Enviada em 16/07/2025

O filme “Parasita”, vencedor do Oscar em 2020, retrata de forma crítica a desigualdade habitacional e a realidade de famílias vivendo em condições precárias. De forma semelhante, no Brasil, a falta de moradias adequadas é um desafio persistente, causado principalmente pela ausência de políticas públicas eficazes e pela invisibilidade social. Nesse contexto, é possível apontar a negligência estatal e a marginalização de populações vulneráveis como fatores centrais do problema.

Em primeiro lugar, é crucial ressaltar que a carência de políticas habitacionais contínuas e acessíveis colabora diretamente para o agravamento do déficit habitacional no país. De acordo com dados da Fundação João Pinheiro, mais de 5 milhões de famílias brasileiras não possuem moradia adequada. Essa realidade revela uma falha na atuação do Estado, que, muitas vezes, direciona recursos a setores menos urgentes, ignorando o direito constitucional à moradia. A escassez de programas habitacionais de longo prazo, aliada à morosidade da burocracia pública, evidencia uma sociedade despreparada para lidar com um dos direitos sociais mais básicos.

Além disso, a invisibilidade das pessoas em situação de moradia precária contribui para a perpetuação do problema. Segundo o conceito de “invisibilidade social”, da filósofa Simone de Beauvoir, certas parcelas da população são ignoradas pelas estruturas de poder. Assim, ao não serem incluídas nas discussões públicas e urbanas, essas pessoas permanecem excluídas de soluções concretas.

Portanto, medidas são urgentes para reverter esse cenário. Cabe ao Ministério das Cidades, em parceria com os governos estaduais e municipais, implementar programas habitacionais contínuos, com foco na construção de moradias populares e regularização fundiária. Além disso, é fundamental o investimento em campanhas de conscientização nas mídias sociais e tradicionais, com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância do acesso à moradia digna como instrumento de cidadania. Por meio dessas ações, será possível mitigar o problema e promover uma sociedade mais justa e igualitária.