Caminhos para combater a falta de moradias no Brasil

Enviada em 27/07/2025

Na obra “A Cidade do Sol”, do filósofo italiano Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade ideal, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e que se concentra na busca do bem, governada por ideias iluministas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a falta de moradias no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização do desejo de Campanella. Esse cenário antagônico é fruto tanto do descaso governamental, quanto da desigualdade socioeconômica. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Sob esse viés, é fulcral pontuar que a falta de moradias dignas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, milhões de brasileiros vivem em ocupações precárias, em situação de rua ou em moradias improvisadas, o que fere a dignidade humana. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a desigualdade social e econômica como promotora do problema. De acordo com dados do IBGE, mais de 6 milhões de famílias vivem em déficit habitacional, enquanto há milhares de imóveis desocupados nos centros urbanos. Partindo desse pressuposto, nota-se que a especulação imobiliária e a má distribuição de renda aprofundam ainda mais o abismo habitacional no país. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que essa desigualdade contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.