Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil
Enviada em 15/08/2025
Perante a Constituição Federal, é direito de todos um atendimento respeitoso, sem distinção de raça, gênero e classe social dentro de ambientes hospitalares públicos e privados. Mas, ao analisar-se os casos de violência obstétrica no Brasil, fica evi-
dente que a Constituição não está sendo colocada em prática da forma devida, problemática que se intensifica graças a desigualdade social e a desinformação da população. Logo, faz-se necessária a exposição desse dilema.
De início, é crucial pontuar que a população mais humilde é um dos grupos que mais sofrem com a contrariedade. Diante disso, o sociólogo Zygmunt Bauman afirma que os pobres não são apenas privados de bens materiais, mas também de dignidade e reconhecimento social. Dito isso, fica claro que pessoas mais necessitadas são consideradas sem conhecimento, o que as impede de ter suas vontades ouvidas e respeitadas dentro de ambientes como hospitais, fazendo com que elas fiquem extremamente vulneráveis aos dizeres alheios.
Ademais, pode-se ressaltar que a falta de conhecimento perante os direitos humanos agravam a adversidade. A partir disso, é garantido pelo Ministério da Saúde um parto humanizado, sem colocar em prática intervenções desnecessárias, mas, a partir do momento que esse tipo de informação não é exposta para o povo, seus direitos não serão colocados em prática. Com isso, o nascimento de uma criança pode se tornar traumático e prejudicial para a mãe que terá seu corpo manipulado sem um pré-consentimento.
Portanto, torna-se primordial mitigar as causas e consequências perante a violência obstétrica no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério Público, juntamente com o Ministério da Saúde, criar um projeto que contará com uma funcionária dos recursos humanos dando uma palestras mensais para todas as gestantes que iniciaram o pré-natal na instituição, explicando seus direitos durante a gravidez e o parto. Tal projeto, também contará com comerciais que passarão gratuitamente em horário nobre, passando informações sobre o tópico e educando todos os tipos de pessoas. Assim, as pessoas poderão usar seu próprio conhecimento como defesa e casos de violências hospitalares não ocorrerão mais.