Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil
Enviada em 17/08/2026
Com a ascenção do movimento feminista nos séculos XX e XXI, as mulheres conseguiram expandir seus direitos e propagar ideias de proteção e apoio femini-no. Entretanto, a difusão de tais conceitos não foram suficientes para impedir que a violência obstétrica fosse um assunto do passado. Frente a isso, torna-se impor-tante a discussão da necessidade de difusão dos direitos obstétricos e a mitigação desta violação em instituições públicas como caminhos-chave para o combate a violência obstétrica no Brasil.
A partir da munição de uma comunidade com conhecimento sobre seus direi-tos, esta pode, enfim, exercer ações de pressão e advocacia quanto ao cumprimen-to destes. A filósofa Bell Hooks, em seu livro “O feminismo é para todos”, apresenta o cenário da luta feminista, expondo que a prática do movimento vai além do registro jurídico de novos direitos, sendo igualmente importante advocar por eles. Analogamente, a fim de que a população possível vítima de violência obstétrica possa se defender, é necessário que esta, assim como suas comunidades de apoio, conheça seus direitos e deveres, mobilizando-se quando necessário.
Em adição, é também preciso pontuar a importância do combate à violência obstétrica em órgãos públicos: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 75% da população brasileira depende exclusivamente dos serviços de saúde oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Logo, o apri-moramento da assistência adequada destinada a gestantes em hospitais públicos é um ponto de melhoria que impacta parte notável da população brasileira.
Portanto, a execução das propostas de combate à violência obstétrica é um fator primordial no caminho para solucionar este problema no Brasil. Assim, o Ministério da Saúde deve, por meio de propagandas em veículos de mídia, informar a população geral dos direitos relacionados ao parto, nacionalmente, a fim de iluminar as problemáticas da violação dos direitos obstétricos. Adicionalmente, também deve aprimorar seus serviços de assistência à gestantes, por meio da destinação de verbas à hospitais públicos, em todo Brasil, a fim de melhorar diretamente o auxílio obstétrico em cerca de três quartos da população de todo país.