Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil
Enviada em 29/08/2024
Violência física ou psicológica vem se tornando um momento traumático para as mulheres na hora do parto. Dessa maneira, os caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil vem sendo uma problemática. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a negligência governamental e o preconceito enfrentado pelas mulheres.
Em primeira análise, é evidente ressaltar a negligência estatal. Segundo o filósofo Thomas Hoobs “Os cidadãos cedem sua confiança ao Estado, que por outro lado é ineficiente como legislador”. Com isso, a escassez na saúde pública é a falta de investimentos em médicos obstetras qualificados, faz com que as mulheres sejam desvalorizadas e violentadas no parto.
Ademais, é fundamental apontar o preconceito de gênero. O ex presidente do Chile Salvador Allende afirma " Impossível das saúde a quem veste trapos e tem salários que não permitem condições mínimas de subsistência". No entanto, as mulheres de baixa renda são as mais afetadas, pois não tem condições para pagar médicos de qualidade e acaba se submetendo a maus tratos e violência física e psicológica no parto e no pós, um momento de alegria acaba sendo aterrorizante e devastador para as novas mamães. Portanto, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Por isso, é imprescindível o Ministério Público, criar leis rigorosas para a violência obstétrica, através da fiscalização com o intuito de punir através de multas, afastamento de cargo e pagamento de indenizações as vítimas, para que nenhuma mulher fique vulnerável durante o processo do parto, por intermédio, do Ministério da Saúde invista em profissionais qualificados para melhor atender as gestantes e tenham acesso a uma rede pública eficaz, disponibilizando consultas e cesárias totalmente gratuitas para a população mais desfavorecida. Assim, a violência obstétrica não será mais uma problemática no Brasil.