Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil
Enviada em 28/08/2024
“Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da Nação.” De forma análoga ao apresentado na música “Que país é este?”, da banda Legião Urbana, diversos direitos estão assegurados por lei, porém não são devidamente cumpridos, isso ainda é um problema no Brasil atual, mesmo após 37 anos que a canção foi lançada. Um desses problemas é a violência obstétrica, que é agravada ainda mais por não haver legislações específicas, o que pode ocasionar traumas na mulher e incapacidade de cumprir seu papel como mãe.
Primeiramente, de acordo com o filósofo Descartes, para um ser humano existir é preciso que ele pense, entretando, outros fatores são necessários para a existência desse ser, como, por exemplo, a dignidade humana física e mental. Quando a mulher passa por seu período gestacional, é uma época de muitas mudanças, corporais e comportamentais, portanto é um momento delicado em que se deve tomar todos os cuidados possíveis. Porém, quando se é violado o direito da mesma de, até mesmo, escolher o companheiro que estará consigo no momento do parto, já é possível desencadear estresses desnecessários e possíveis traumas, uma vez que se negada essa companhia, alguns horrores podem acontecer durante o processo, sem haver mais testemunhas.
Além disso, quando a mulher passa por uma situação como essa, é comum que desenvolva algum transtorno pós traumático que a impossibilitará de exercer papéis básicos de mãe de um bebê, além de papéis básicos para si própria. Enquanto presa num trauma, o corpo da mulher poderá sofrer mudanças que prejudiquem não somente a ela como também à criança, como apontam estudos das recentes revistas de saúde. Por conseguinte, a ideia da ativista Malala se faz presente nesse caso, quando ela afirma que a mudança e o sucessos serão inviáveis enquanto metade da população continuar retida, que seriam as mulheres.
Portanto, faz-se necessária a ação imediata do Governo Federal, juntamente com o Ministério da Saúde, órgão responsável por administrar a saúde do país, aumentarem a fiscalização para o cumprimento de leis em prol das grávidas, além de instruí-las de como agir nesses momentos, por meio de palestras e campanhas, a fim de acabar com a violência obstétrica física e psicológica.