Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil
Enviada em 28/08/2024
A gravidez é um fenômeno delicado, uma vez que uma nova vida está sendo gerada. Nesse sentido, quaisquer atos médicos que comprometam a genitora e seu filho são caracterizados como violência obstétrica. Logo, para combater esse cenário vigente no Brasil, são necessárias duas intervenções: a suspensão das atividades desses profissionais e o esclarecimento desse tema para as vítimas.
Em primeira instância, observa-se o desvio de conduta dos responsáveis. Sob esse viés, é válido ressaltar que todos os cidadãos formados em medicina realizam o juramento de Hipócrates, que determina o compromisso ético para com os necessitados. Dessa maneira, é possível notar que os agressores desobedecem a promessa realizada ao cometerem essa atitude absurda. Sendo assim, é essencial que suas licenças sejam suspensas, já que eles não agem conforme o prometido.
Outrossim, é de suma importãncia que as grávidas sejam informadas antecipadamente sobre o assunto a fim de denunciá-lo caso aconteça. Nesse ponto de vista, a violência obstétrica se configura como um fato social, que, segundo o sociólogo Émile Durkheim, é uma característica comum em uma determinada localidade e que só pode ser alterada a partir de uma mudança estrutural. Dito isso, a formulação de medidas que conscientizem as afetadas sobre esse tópico é eficaz, visto que incentivá-las a reportarem esse crime é uma maneira de modificar esse aspecto da sociedade brasileira.
Portanto, para reverter a problemática atual, é dever do Conselho Regional de Medicina de cada estado do país, por meio de fiscalização, suspender a licença de atuação dos infratores, com o objetivo de retirá-los de seus cargos, para que, assim, os casos de violência sejam reduzidos. Além disso, é responsabilidade do Ministério da Educação, por intermédio de campanhas mensais, ensinar as genitoras sobre o tema em questão, com o propósito de estimulá-las a denunciar a ocorrência dessa barbaridade, de maneira que a finalidade seja a de proteger essas mulheres do perigo daqueles que descumprem o juramento de Hipócrates.