Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil
Enviada em 30/08/2024
Segundo a câmara municipal de São Paulo, violência obstétrica é todo tipo de abuso sofrido por uma mulher quando procura serviços de saúde na hora do parto. Ainda, o termo se refere também a falta de estruturas necessárias para a mulher ou o assédio psicológico e/ou sexual de funcionários. Ademais, diversas mulheres são vítimas destes atos pelo desconhecimento do que se enquadra esse tipo de ataque. Assim, se vê com urgência a resolução dessa problemática brasileira.
Primeiramente, é válido destacar a papel principal do Estado quanto a ineficácia ao combate da violência obstétrica. Hannah Arendt explica que a essência dos direitos humanos é o direito de ter direitos. Porém, se vê uma contrariedade nessa fala olhando para o cenário brasileiro, onde mulheres são negligenciadas de direitos básicos sem nenhuma garantia estatal de proteção. Dessa forma, o índice de casos continuará se agravando tendo em conta o descaso do Estado, que após mais de duas décadas do conhecimento da pauta, nada fez para soluciona-lo. Ainda mais, a falta de ações estatais contribuem para o esquecimento da causa e, consequentemente, o aumento dessa prática.
Além disso, é necessário destacar o papel da mídia quanto a insciência da sociedade sobre o tema. Pierre Levy diz que a mídia e a informação devem andar sempre juntas para o melhor funcionamento de ambas. Entretanto, informações contundentes sobre violência obstétrica não são tratadas como prioridade por não gerarem engajamento, este que é a principal motivação da mídia brasileira. Assim, os canais informativos, uma vez sendo agente moldador e formador de opinião, implicam na necedade da população sobre o tema.
Portanto, se vê com urgência a solução desse empecilho. Dito isso, o Estado deveria promover, por meio da mídia, reportagens e documentários com especialistas na área, uma vez sendo ele o promotor de políticas públicas, com a finalidade de inteirar a população sobre o assunto. Além disso, essas reportagens devem ser passadas para além do meio televiosonal, para o meio escrito com pôsteres informativos e informações em jornais escritos. Por fim, será possível ver uma minimização desse problema no Brasil.