Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil
Enviada em 31/08/2024
O filme “Sob Pressão” mostra de forma verossímil o precário sistema de saúde brasileiro em atender de forma dígna o cidadão, e que não consegue oferecer condições para um serviço sem violência obstétrica ao grupo feminino. Dessa forma, pode-se apontar a invisibilidade do problema e a carência de rigidez na lei de combate, como principais problemas que corroboram o aumento da violência em questão.
Por conseguinte, é nítido o grande problema que a invisibilidade social do problema causa, por favorecer a falta de informação das mulheres de como se defender ou denunciar práticas abusivas. Logo, essa falta de informação favorece para que o problema não seja discutido na sociedade e se ache uma solução efetiva e viável, ajudando para a perpetuação de práticas desrespeitosas nos hospitais.
Por outro lado, nesse mesmo contexto a falta de leis rígidas que regulamente de forma eficaz e tenha por vigilância do que acontece nos hospitais em procedimentos alvos de índices alarmantes de violência obstétrica, faz com que o problema seja escanteado e não se coloque em prática uma solução efetiva para acabar com o problema. Desse modo, é preocupante pelo enorme número de mulheres que passam por esse problema e não exista uma mobilização rápida e efetiva para corrigir o problema para que não se repita.
Ao se analisar a problemática, urge, portanto, medidas a serem tomadas. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, que tem como função promover melhor qualidade de vida à população, com o governo propor propagandas publicitárias com enfoque na informação popular feminina sobre como identificar, se proteger e denunciar o problema, com o objetivo de reduzir os casos de violência obstétrica, por meio de investimento nos campos midiáticos com intuito de potencializar o alcance.