Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil
Enviada em 01/09/2024
Promulgada em 1988, a Constituição Federal (CF) vigente assegura direitos fundamentais para a democracia e vida digna de seus cidadãos. Porém, a violência obstétrica e suas consequências, como os traumas para as mães e o bebês, interferem no sistema harmônico do Estado basileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.
Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e da suas implicações na temática. De acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perperctiva, no brasil, a passividade na reflexão crítica do brasileiro sobre o não cumprir do direito da gestante durante o parto e no pós cirúrgico destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbróglio. Consequentemente, essa ausência de autocritica funciona como base para a intersificação dos maus tratos às mulheres que estão em processo de parto ou passaram, recentemente, por ele, fato que viola, novamente, a CF. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dirimir o revés.
Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rowis, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os impactos na vida das mulheres que tiveram seus filhos em situação incompatível ao proposto pelos hospitais,contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista que a violência com as mulheres, nos hospitais, segue enraizada à realidade do povo. Com isso, é inadmissível a inoperância das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.
Portanto, o Ministério das Comunicações, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos de alta audiência, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema e, de forma detalhada, esse orgão vai convidar médicos-chefes para apresentar uma visão crítica
e orientar os espectadores a respeito do impasse discutido. Feitos esses pontos, a sociedade brasileira terá uma vida digna como prevê a Constituição Federal.