Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil

Enviada em 24/09/2024

O Artigo 5º da Constituição Federal de 1988, determina o exercício dos direitos sociais e individuais, assim como a liberdade dos indivíduos, a segurança e o bem-estar, além do direito de se desenvolver com igualdade e justiça. Entretanto, essa lei não é cumprida da forma correta quando observamos o crescimento da violência obstétrica no nosso país. Embora as autoridades busquem uma realidade mais democrática, ainda é evidente a necessidade de encontrar Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil.

A princípio, é imperioso chamar atenção para a falta de visibilidade na mídia como um dos fatores que impulsionam a problemática, visto que a mídia é um dos principais meios de comunicação. Segundo o site IBGE-instituto brasileiro de geografia e estatística-, cerca de 56% da população não tem conhecimento da violência sofrida por grávidas pelos médicos. Nesse viés, mesmo que a população tente buscar a evoluçao perante a questão, ocorre uma falha da grande mídia, oque dificulta a formação e evolução dos indivíduos. Desse modo, pela falta de consciência da população o problema mantém-se.

Outrossim, vale ressaltar também, de modo objetivo a desigualdade socioeconômico como outro fator que intensifica o problema. No estudo realizado por Carmo Cb et al., apontou-se que as mulheres negras gestantes e pobres, apresentam maiores obstáculos de acesso ao serviço de saúde, e ao encontrarem, são mais propensas a sofrerem algum dos tipos de violência obstétrica quando comparadas às mulheres brancas. Sob essa ótica, na medida em que os profissionais de saúde inferiorizam mulheres pretas e pobres há o crescimento do preconceito e desigualdade. Dessa forma, perpetua-se essa entrave.

Infere-se, portanto,que encontrar caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil é de extrema importância e deve ser levado a sério. Para tanto, cabe ao Governo Federal, por meio dos Órgãos Públicos conscientizar a população, através de palestras nas escolas e nas universidades, campanhas nas ruas e divulgações na internet, afim de que as pessoas saibam identificar essa violência praticada nos hospitais e possam denunciar. Assim, teremos a atenuação do problema e o cumprimento do Artigo 5.