Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil
Enviada em 13/10/2024
Manoel de Barros, poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras, uma “teologia do traste”, cujo principal objetivo é dar valor a situações esquecidas e ignoradas. Analogamente, no Brasil atual é notável como a violência obstrétrica é algo esquecido e ignorado por muitos, e as dificuldades em encontrar caminhos para combatê-la. Com efeito, cabe analisar tanto a negligência governamental quanto a falta de segurança nas maternidades.
Em primeira análise, é imperioso pontuar que a negligência governamental é um problema que contribui para a violência obstrétrica no país. Sob essa perspectiva, o governo falha na questão de assegurar as mulheres no momento do parto, visto que não existem leis que sejam capazes de punir diretamente os crimes causados
a mulheres grávidas em hospitais do Brasil. Dessa maneira, a falta de políticas públicas para assegurar esse público pode gerar grandes impactos na vida de mulheres e recém nascidos, como os riscos de sequelas e mortes.
Ademais, a falta de segurança nas maternidades é consequência do descaso estatal. Nesse viés, não há fiscalização devida nos hospitais para combater os perigos que podem ocorrer nos procedimentos cirúrgicos, sejam eles propositais ou não, sem segurança devida não tem como garantir a essas mulheres que elas terão o amparo necessário durante e depois da operação. Desse modo, gestantes são constantemente colocadas em salas sozinhas sem acompanhamento de confiança para a garantia da sua segurança.
Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias. Destarte, cabe ao Governo Federal, órgão responsável pelo bem-estar social, por meio do poder legislativo criar leis capazes de julgar e punir corretamente os crimes obstrétricos no Brasil, além disso, o Ministério da saúde, deve criar programas de apoio a gestantes na fase final da gestação para que dentro de hospitais e maternidades haja sempre profissionais capacidados para acompanhar e monitorar os atentimentos ao público feminino, tais ações tem a finalidade de manter a segurança das mulheres e seus bebês no momento tão esperado. Assim, será colocada em prática a tese de Manoel de Barros.