Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil

Enviada em 02/02/2025

Comumente no Brasil acontecem o nascimento de vários meninos e meninas. Este momento, que na teoria deveria ser de celebração, se torna um evento traumático e doloroso para as mães. A violência obstétrica, está cada vez mais presente nas salas de parto, uma vez que se têm impaciência e desprezo pelo processo que a mulher está vivenciando.

Neste sentido, devemos ressaltar a conduta ética e humana que os obstetras vêm desrespeitando dentro das maternidades. O papel de auxiliar no parto tem se tornado cada vez mais invasivo, visto que, a pressa se alinha ao faturamento do profissional. Na rede privada paga-se mais por partos cesarianos, e isso influência no aumento das intervenções médicas, e também, na utilização de manobras para apressar os partos normais, na medida que a agilidade gera mais tempo para lucrar.

Com tudo, devemos ressaltar como a falta de empatia vem agravando este quadro. Muitas mulheres sofrem com complicações no processo de parto devido a fatores fisiológicos, e neste caso a melhor atuação é a humanizada. Promovendo assim conforto e segurança para a mãe e bebê. O médico neste caso deve utilizar as técnicas para que a vida de ambos seja preservada e não para gerar traumas.

Por conseguinte, se faz necessária a fiscalização e a punibilidade destes profissionais. Por meio de denúncias anônimas, que possibilita a preservação da integridade da mulher, o Conselho Regional de Medicia e o Ministério de Direitos Humanos, devem justiçar casos que configurem maus tratos. Se faz necessário a amplificação da informação, acerca de orientar e previnir que mais parturientes sofram deste abuso. Refletindo sobre a frase da filósofa Hannah Arendt “A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”, friso a importância de regulamentar o que é violência obstétrica e difundir essa informação á população, a fim de extinguir este sofrimento que assombra um momento que deveria ser de tranquilidade.