Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil
Enviada em 06/02/2025
A série “The house of dragon” retrata em um de seus episódios a morte de uma mulher em trabalho de parto devido ao despreparo médico. Tal evento, demonstra-se corriqueiro na idade média, sendo evitado com os avanços tecnológicos. No entanto, na atualidade brasileira o racismo e o despreparo hospitalar são empecilhos para combater a violência obstétrica no Brasil.
Nesse sentido, a precarização do serviço médico de assistência ao parto de mulheres negras não é somente uma questão de saúde, mas sim social. Acerca disso, o filme “estrelas além do tempo “narra as dificuldades de três engenheiras negras frente aos descasos impostos pelo apartheid. Fora da ficção, a inferiorização dos serviços prestados aos negros se reflete em diversas áreas na sociedade. A respeito disso, o preconceito racial é evidenciado durante o trabalho obstétrico de Afrobrasileiras a partir da fuga dos procedimentos padrões, algo que não ocorreria com mulheres brancas devido ao racismo presente no sistema de saúde.
Em segunda análise, a má-infraestrutura das maternidades públicas e a escassez de profissionais qualificados desafia o cumprimento correto do parto. Nesse contexto, o setor de obstetrícia de hospital em Cabedelo foi interditado por falta de médicos em 2023. Sobre esse viés, a falta de profissionais qualificados na área de tocologia impossibilita a prestação dos serviços de parto. No entanto, a paralisação das atividades dos porteiros não anula a necessidade do parto das gestantes que, por sua vez, buscam métodos alternativos para conceber seus filhos algo que favorece a utilização de métodos irregulares no parto, levando à violação dos direitos reprodutivos.
Portanto, para combater a violência obstétrica no Brasil, é fundamental a intervenção dos Ministérios da Saúde e da Justiça através da reestruturação nas unidades hospitalares de assistência às futuras mães, além disso, é necessário ampliar o quadro de médicos obstetras, afinal eles são responsáveis por prestar assistência ao parto. Não obstante, o combate à discriminação racial das pacientes das maternidades é crucial para o combate ao racismo. Dessa forma, o racismo e a má estrutura hospitalar não afetarão a atividade obstétrica no Brasil.