Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil
Enviada em 07/11/2025
A obra cinematográfica “Sob Pressão” retrata a rotina de um hospital público e o descaso de profissionais rente seus pacientes, podendo associar-se com a realidade de milhões de brasileiros, principalmente no que se refere aos caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil, estigma que representa grande preocupação. Diante desse cenário, torna-se imprescindível analisar os principais causadores desse revés: a ineficiência estatal e a maldade humana.
Com efeito, a displicência governamental é irrefutável como forte agravante da temática abordada, Segundo Herbert José, sociólogo brasileiro, um país não muda por sua economia ou política, mas sim por sua cultura. Portanto, enquanto o Poder Público mantiver costumes como a ausência de leis federativas que configurem a agressão obstétrica e cause, consequentemente, a impunidade aos culpados, as vítimas continuarão inseguras e em posição de vulnerabilidade.
Ademais, a malignidade do ser humano se encontra enraizada na civilização, tal como é exemplificado na série televisiva “Maid”, que descreve a opressão física e verbal sofrida por uma mãe. Essa temática encontra-se presente na contemporaneidade, isto é, nas inúmeras violações realizadas por profissionais de saúde em hospitais particulares e a alta taxa de abandono paterno em todo o território nacional, causando traumas permanentes na vida das matriarcas.
Por conseguinte, o empecilho apresentado deve ser dissolvido. Para isso, o Ministério da Saúde, responsável por garantir o bem-estar nacional e a promoção à saúde, deve implementar treinamentos especializados para profissionais obstetras e a fiscalização nos partos, visando a efetivação de um ambiente seguro. Além disso, o Governo Federal, ordem de máxima instância no país, deve aplicar legislações que regulem e garantam devidas punições à práticas gestacionais abusivas, prevendo sua contenção. Desse modo, a realidade futura não será a mesma retratada em “Sob Pressão”.