Caminhos para combater a violência obstétrica no Brasil

Enviada em 10/08/2025

Na reportagem promovida pelo o Profissão Repórter, exibida na rede globo, expõe duas realidades opostas: a violência obstétrica e o parto humanizado. Diante disso, é notório o impasse no que tange aos caminhos para combater a agressão vivenciada pelo atendimento obstétrico. Assim, é crucial apontar como causas da problemática a incapacidade profissional e a incredulidade no sistema de saúde.

Sob essa ótica, entende-se a escassa habilidade médica como mola propulsora da agressão obstétrica. Conforme o médico Dráuzio Varela, a formação dos profissionais no campo da medicina, no geral, mostra-se cada vez menos completa e eficiente. Nesse sentido, percebe-se que a lacuna acadêmica gera falhas em procedimentos durante o parto, isso se agrava, principalmente, quando se trata de gravidez de risco, que exige tratamento mais complexo, a exemplo a episiotomia. Logo, é importante reverter esse cenário.

Ademais, como consequência do exíguo domínio profissional ocasiona uma desconfiança, por parte das pacientes. Segunda a Organização Mundial da Saúde (OMS), configura-se como violência obstétrica toda e qualquer dano, seja ele de natureza física ou psicológica, durante o parto ou período perinatal. Sob essa lógica, os relatos de mulheres que sofreram esse tipo de agressão servem de alerta e receio para outras gestantes que precisam desse atendimento e, com isso, gera uma crise na assistência médica. Então, é premente uma ação que passe credibilidade e segurança para as pacientes.

Portanto, é factual uma intervenção pontual nas problemáticas que circundam os caminhos para combater a violência obstétrica. Dessa forma, urge que o Estado crie leis que supervisionem os profissionais da obstetrícia, por meio de verbas públicas, com o intuito de prevenir futuros erros durante o parto. Tal ação contará com as mídias para divulgar essa medida do governo, desse modo a credibilidade profissional desse campo médico irá passar segurança para as pacientes. Feito isso, o panorama brasileiro seguirá uma única realidade através de uma mudança na assistência médica humanizada.