Caminhos para combater o negacionismo científico no Brasil
Enviada em 10/09/2025
O ativista político Eli Pariser abordou no Ted Talks sobre “o perigo das bolhas sociais”, ele argumenta sobre como esse tipo de isolamento virtual é prejudicial ao desenvolvimento do senso crítico, pois nessas bolhas são entregues conteúdos alarmistas aos usuários. Nesse contexto, é fundamental observar o que ocorre no cenário brasileiro diante o aumento de discursos negacionistas. Diante disso, percebe-se a recorrência de uma questão alarmante, cuja a gênese está associada a notícias falsas e do iletrismo presente na sociedade.
Nesse contexto, é relevante observar que as “fake news” tem papel estruturante na conjuntura atual. Considerando esse panorama, de acordo com o Poynter Institute, cerca de 4 a 10 dos brasileiros recebem notícias falsas em seus espaços virtuais. Nessa lógica, as notícias falsas e sensacionalistas possui duas principais características, a primeira é a disseminação em larga escala através de espaços digitais, no qual ocorre um mecanismo de manipulação que potencializa de uma forma engajada a distorção da realidade. Ademais, essas mensagens enganosas contém teor empírico, em que se torna de fácil aceitação para o público alvo, pois aborda crenças intrínsecas dos indivíduos, gerando outra forma de influência. Logo, é essencial que o debate seja ampliado e levado a esfera pública.
Além disso, deve-se observar que o iletrismo é um fator importante na análise da questão. Sob esse viés, para o sociólogo Jean Piaget, a educação deve ter como objetivo construir cidadãos que sejam capazes de serem críticos e de inovarem conhecimentos. Diante esse cenário, as limitações sobre a capacidade analítica e interpretação de texto se abrange a tendência em acreditar em conteúdos tendenciosos veiculados pelas mídias, no qual são compartilhados sem nenhum tipo de rigor de investigação sobre a fonte lida, contribuindo para a ampliação para o negacionismo social. Assim, é inadiável o combate a essa questão vigente.
Dessa forma, torna-se primordial mitigar as “fake news”. É da alçada do Congresso Nacional que promova projetos de regularização das redes, através de elaboração de leis que compilam as plataformas a adotar medidas de contenções a essas mensagens sectárias, visando reverter o quadro atual de movimentos negacionistas.