Caminhos para combater o negacionismo científico no Brasil

Enviada em 28/09/2025

O filme “Não olhe para cima” conta a história de cientistas que descobriram que um meteorito atingirá a Terra futuramente, sendo o maior desafio, porém, alertar e convercer a sociedade e órgãos competentes sobre o caso, que negligenciam a necessidade de tomar alguma medida. Assim como no filme descrito, o Brasil sofre com o negacionismo científico. Nesse sentido, cabe citar a busca pelo desenvolvimento econômico de forma insustentável e a cultura da Fake News como fatores agravantes para essa problemática.

Em primeiro plano, é fundamental destacar a busca desenfreada e insustentável pelo desenvolvimento econômico a longo prazo como agravante para o negacionismo científico no Brasil. O filósofo Byung Chul Han entende que a sociedade atual busca, desenfreadamente, produtividade e eficiência sem considerar os riscos à saúde ou ambientais. Logo, este comportamento da sociedade reflete nas instituições como um todo, desconsiderando evidências e fatos, o que impacta em negar problemas como o negacionismo científico.

Além disso, vale ressaltar a cultura da Fake News como um potencializador da negligência em relação à ciência no Brasil. Nesse contexto, o conceito de sociedade do espetáculo, definido por Guy Debord, evidencia que a população atual busca muito mais entretenimento e informações chamativas do que conteúdos basedaods em informações factuais e de maior importância científica. Com isso, a busca por falsos conteúdos se torna muito mais difundida nos grupos sociais do que dados científicos, reforçando o negação da ciência pela sociedade.

Portanto, vistos os fatores que impactam negativamente o negacionismo científico no país, medidas são necessárias para combatê-los. Cabe à escola, instituição fundamental para o exercício da educação e da cidadania, debates em sala de aula sobre questões éticas relacionadas ao desenvolviemnto econômico, juntamente com a reflexão sobre o papel da ciência. Ademais, a mídia deve restringir o compartilhamento de formações falsas e sensasionalistas em seus veículos digitais por meio de avisos dos próprios consumidores e algoritmos. Somenete assim, filmes como “Não olhe para cima” deixarão de ser realidade no Brasil.