Caminhos para combater o negacionismo científico no Brasil
Enviada em 04/11/2025
A obra cinematográfica “Não olhe para cima” aborda os riscos que a desinformação pode causar ao ambiente científico e social. Sua temática se assemelha à atualidade brasileira, principalmente no que se refere aos caminhos para combater o negacionismo no Brasil, estigma que representa grave problema. Como principais causas desse revés, pode-se citar a maldade humana e os costumes antigos.
Com efeito, a ignorância do ser humano é inegável como forte agravante do pensamento retardário. O sociólogo Herbert José afirma que um país não muda por sua economia ou política, mas sim por sua cultura. Portanto, enquanto a sociedade mantiver práticas negligentes, como a propagação do movimento anti-vacina nas redes sociais e a crença de que o planeta Terra não possui formato geoide, a comunicação falha continuará afetando pessoas inocentes.
Ademais, a permanência de hábitos ultrapassados prejudica consideravelmente a solução da problemática. A Revolta da Vacina, ocorrida em 1904, tratou-se de um movimento guiado por motivações sociopolíticas e inverdades em relação ao composto do anti-viral. Observa-se que essa prática não se mantém distante da realidade, visto que indivíduos continuam sendo abalados, como a notícia falsa do tratamento de Covid-19 por cloroquina e a afirmação de que o imunizante da doença transformaria as pessoas em répteis.
Por conseguinte, conclui-se que o empecilho apresentado deve ser dissolvido. Para isso, o Ministério da Saúde, responsável por garantir o bem-estar da população, deve implementar políticas de informação em relação à medicação e promover campanhas de vacinas, visando o acesso à saúde básica. Além disso, o Governo Federal, ordem de máxima instância no país, deve criar legislações rigorosas contra informações enganosas e preconceituosas, valorizando assim a cultura de novos hábitos. Dessa forma, a realidade apresentada não será a mesma retratada em “Não olhe para cima”.