Caminhos para combater o negacionismo científico no Brasil
Enviada em 25/07/2024
No filme “Não olhe para o alto” da Netflix, os astrônomos Randall e Kate descobrem que um cometa do sistema solar, estará colidindo com a Terra nos próximos dias, o problema ao redor da trama não se tratar apenas da possível extinção da humanidade, mas também dos poderes públicos, que com medo da reação da população, preferem desmentir a fala dos cientistas e espalharem mentiras de que a vinda do cometa é apenas boato. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que a negligência governamental e a influência negativa de pessoas públicas, corroboram para a permanência do negacionismo no Brasil.
De início, é notório destacar a conduta do Estado como um dos principais fatores para a ampliação das “fake news”. À vista disso, durante a Ditadura Militar em 1964, todos os meios de comunicação foram obrigados a fazer com que as notícias divulgadas a população fossem aquelas que os generais escolhessem, mesmo que muitas delas não tivessem base científica para serem anunciadas. Diante disso, o comportamento inadequado do governo, para benefício próprio, amplia a exploração de assuntos falsos, o que gera na sociedade um retrocesso não só nos meios científicos que são invalidados, mas também na comunicação de canais digitais e televisivos, que se tornam reféns de um poder maior.
Outrossim, cabe enfatizar que a ação de indivíduos famoso, acentua a questão. Desse modo, o ex-presidente Jair Bolsonaro em entrevista, disse que ao tomar vacinas contra a COVID-19, a população poderia se tornar um jacaré. Em outras palavras tal situação se torna preocupante quando a influência de pessoas de cargos públicos, provoca uma consolidação no problema, ao não só fazerem o corpo social acreditar em suas falas, mas também quando não se preocupam em dar voz a pessoas capacitadas, como médicos ou biomédicos, para explicarem sobre informações que eles não tem conhecimento.