Caminhos para combater o negacionismo científico no Brasil
Enviada em 07/05/2024
Em um dos episódios da série americana Grey’s Anatomy, um paciente admitido com Covid-19 se mostra relutante quanto aos tratamentos oferecidos pela equipe médica, alegando não requerer nenhum cuidado especializado, pois, segundo ele, era apenas gripe e tudo que a comunidade científica preconizava não passava de estratégia de mercado. No Brasil hodierno, sobretudo após a pandemia do coronavírus, muito se discute acerca do negacionismo científico que progressivamente alcança novos nichos sociais e, assim, influencia o comportamento dos cidadãos, tornando necessário medidas no que tange à educação e à difusão de informações pela grande mídia.
A princípio, é crucial apontar a formação educacional para a construção de senso crítico do sujeito. O filósofo Immanuel Kant dizia que o homem nada mais é do que o que a educação faz dele, portanto pode-se inferir que o crescimento do negacionismo na sociedade brasileira se dá pela ineficácia do processo educacional, tanto o formal - na escola -, quanto o permanente, que se dá ao longo da vida. Desse modo, é preciso pensar em soluções que abarquem tais processos de formação, elaborando instrumentos adaptados ao momento atual.
É importante, ainda, salientar a importância da mídia quanto ao compartilhamento de informações. Segundo dados da Senacon, secretaria pública que produz dados sobre o consumo, cerca de oitenta e dois por cento dos brasileiros já realizaram alguma compra após assistirem à propagandas exibidas nos meios de comunicação social. Assim, é perfeitamente possível concluir que a mídia é um fenômeno essencial não apenas para o compartilhamento, mas, também, para a formação de opinião, sendo uma potente aliada no combate ao problema em pauta.
Portanto, em vista dos argumentos apresentados, o Governo Federal deve agir para solucionar o entrave. Para tanto, o Ministério da Ciência e Tecnologia aliado ao MEC e ao MS, deve