Caminhos para combater o negacionismo científico no Brasil

Enviada em 08/05/2024

“A ciência e a vida cotidiana não podem e não devem ser separadas.” A frase, da química britânica Rosalind Franklin, exprime a ideia de que o conhecimento científico deve estar intrinsecamente ligado ao cotidiano do corpo social. Analisando esse conceito atrelado à contemporaneidade, nota-se que quando se refere aos caminhos para combater o negacionismo científico no Brasil, é possível inferir que é necessário maior aproximação da sociedade brasileira, dos seus cientistas e suas universidades de pesquisa.

Sob esse viés, são evidentes os processos necessários para combater o crescimento desse tipo de movimento no Brasil, que tem o cenário potencializado com a propagação de pseudociências que toldam a visão da população, unidos ao desconhecimento científico e de fake news. Ademais, outro fator é o encastelamento dos cientistas que ficam cercados em laboratórios que muito contribuem para ciência, mas pouco para a propagação do conhecimento fora do âmbito científico.

Dessa forma, é visível a necessidade de participação do Estado com maior investimento em ciência e na propagação do conhecimento, uma vez que no Brasil a figura do seu governante é tomada para cada cidadão de forma quase passional trazendo certo peso a fala dos seus governantes, um grande exemplo, foi a gestão do ex-Presidente Jair Bolsonaro que foi possível ver o negacionismo institucionalizado, no qual grande parte das esferas de poder apoiavam o movimento anti-vacina e o uso de medicamentos placebo. Nesse contexto, a sociedade brasileira sai de um cenário de postura inquestionável em relação às vacinas e a erradicação de várias doenças para um corpo social com suas estruturas abaladas com o crescimento do movimento negacionista.

Destarte, são visíveis as problemáticas associadas ao negacionismo no Brasil. Portanto, devem ser feitas campanhas midiáticas em redes de televisão e sociais realizadas por instituições como a FioCruz e o Instituto Butantan presente em cada estado com a participação de cientistas e pesquisadores de diversas áreas da saúde, para que por meio de uma linguagem simples e acessível possa conectar todos os níveis sociais com o objetivo de propagar o conhecimento científico.