Caminhos para combater o negacionismo científico no Brasil
Enviada em 12/05/2024
Em novembro de 1904, aconteceu no Rio de Janeiro um episódio marcante para história da nação verde-amarela, a Revolta das Vacinas, um movimento onde os cidadãos prostestaram em massa contra a vacinação da varíola, protesto que surgiu devido a um grande negacionismo científico. Nesse sentido, é notável que essa negação ainda permeia na sociedade hodierna, visto que existe um grande estigma contra as vacinas e uma displicência estatal na conscientização das pessoas. Logo, é válido analisarmos as causas de tais chagas.
De início, percebe-se que o flagelo da teoria da conspiração contra os imuzinantes prejudica o coletivo. Desse modo, foi dito por Sócrates, filósofo, que erros são consequências da ignorância humana. Vide o pensador, é facilmente possível conectar a citação com a situação ocorrida no Brasil em 2020, com a pandemia do COVID, onde o meio científico desenvolveu os imuzinantes contra o vírus, porém houveram diversos protestos baseados em insipiência de que as vacinas eram prejudiciais à saúde, quando diversos estudo mostraram o contrário já que, são importantes no combate do vírus e aumento da taxa de sobrevivência, nota-se um revés que urge por correção.
Outrossim, a indolência do estado sobre a conscientização da importância do conhecimento científico leva à radicalização. Diante disso, foi falado por Claire Fagin, educadora, que o conhecimento lhe dará a oportunidade de fazer a diferença, podemos relacionar a sentença de Claire com a falta de programas educacionais, devido a falta de investimento do governo, sejam eles em escolas ou na mídia, o que contribui para a radicalização já que indivíduos que não tem acesso a informações corretas tendem a acreditar em notíficas falsas baseadas no senso comum, o que é um perigo para sociedade pois prejudica o progresso dela.
Urge, portanto, o dever do Governo Federal, órgão mais importante do ramo nacional, de legislar em prol da correção deste revés. Esta ação deve ser feita por meio da criação de leis que punam e regulam a divulgação de notícias falsas e de um Ministério focado no progresso científico que tenham suas pesquisas abertas ao público, para que assim o avanço na sociedade seja alcançado. Espera-se, assim, que acabe os protestos como os da Revolta da Vacina.