Caminhos para combater o negacionismo científico no Brasil

Enviada em 24/08/2024

O filósofo grego Aristóteles começa o seu livro póstumo “metafísica” afirmando que é natural no ser humano o desejo pelo conhecimento. No entanto, observando a realidade brasileira, é notório o desprezo pelo saber acumulado ao longo dos milênios por grandes pessoas que, em alguns casos, perderam até a vida pelo conhecimento, como, por exemplo, a cientista polonesa Marie Currie, que morreu após experimentos com elementos químicos radioativos. Não obstante, esse des-

prezo e negacionismo vem, por um lado, pelo histórico de pobreza do povo brasi-

leiro, e, por outro, pelas péssimas condições das escolas públicas.

Desde o início da república, em 1889, o Brasil enfrenta sérias crises econômicas, tendo o governo do proclamador da república, o marechal Deodoro, que lidar com essa questão logo no início do mandato. Não obstante, foi implementada a política do encilhamento da economia, que acabou piorando a crise. Desse forma, o povo brasileiro sempre se viu oprimido por uma realidade dura e cruel, em que a ma-

nutenção das necessidades básicas do ser humano, como moradia e alimentação, torna-se a principal e única preocupação. Assim sendo, não sobra tempo para que a população em geral possa se dedicar a outras atividades, como as intelectuais, gerando um desprezo por aquilo que não coloca comida na mesa.

Outrossim, de acordo com dados do Ministério da Educação, as escolas brasileiras ainda convivem com péssimas infraestruturas e os alunos brasileiros estão nas piores colocações em testes internacionais, como o PISA. Deste modo, evidencia-se que o local de produção de conhecimento no Brasil é deixado de lado como se não tivesse importância, de tal modo que os jovens estudantes não enxergam a grande-

za e a utilidade do saber científico, criando assim pessoas que negam a sua validade.

Deve, portanto, o Poder Públio, por meio do Ministério da Economia, implementar políticas públicas que tirem a população da pobreza, para que as pessoas parem de dar importância apenas para as suas necessidades básicas, como a comida. Além disso, deve investir nas escolas, através do Ministério da Educação, e divulgar o saber científico nelas. Destarte, a sociedade ficará mais consciente e confiará nas soluções científicas para os problemas cotidianos.