Caminhos para combater o negacionismo científico no Brasil
Enviada em 31/10/2024
Conforme a Constituição Federal brasileira, em seu Art. 24, inciso IX, compe- te à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre edu-cação, ensino, ciência, tecnologia e pesquisa. Todavia, durante a pandemia de CO-VID 19 observou-se um amplo desconhecimento da população sobre a importância da ciência e suas consequências. Logo, precisa-se rever a legislação brasileira sobre o tema para dá-la a referida atenção.
Inicialmente, é importante informar que a primeira vacina produzida foi administrada em 1796 pelo médico inglês Edward Jenner a uma criança com o obje- tivo de protegê-la contra a varíola. Porém, em 2020, mais de duzentos anos depois, em pleno surto de uma doença infecciosa, surgiram os negacionistas da ciência os quais alegaram conter riscos no uso do imunizante. Nesse contexto, essa suspeita provocou a recusa de grande parte da população sobre o uso do imunizante cau-sando, assim, a morte de dezenas de pessoas que poderiam ter sido salvas.
Ademais, o Ministério da Saúde noticiou, recentemente, que da pandemia para cá as campanhas vacinais não têm conseguido atingir o público alvo desejado. Acredita-se que devido as informações falsas sobre o uso da imunização as pessoas optaram pela recusa. Nesse viés, doenças já erradicadas no mundo correm o risco de retornar aos quadros de pandemias do país. Logo, observa-se que a falta de co- nhecimento básico sobre ciência, atrelado ao poder de persuasão dos “falsos cien- tistas digitais” pode corromper séculos de pesquisas
Diante do exposto, é necessário que a União, por meio do Congresso Nacio- nal formule leis de incentivo a pesquisa científica e exponha no rádio e TV a impor- tância da ciência para a humanidade. Alé disso, o Ministério da Educação deve es- timular o interesse pela ciência desde a educação básica. Assim, com a formação de novos cientistas se poderá combater o negacionismo cientifico no Brasil.