Caminhos para combater o negacionismo científico no Brasil

Enviada em 20/07/2025

No Brasil, nos últimos anos, e mais especificamente após a década de 2000, o acesso à internet e redes sociais se tornou algo comum a todos, ferramentas essas que possibilitam a interação de usuários de todo o país. Porém, a modernidade também trouxe consequências negativas, como a formação de “bolhas” virtuais de indivíduos que nutriam um sentimento de solidão em relação à adesão de ideias mirabolantes, que atraem diariamente mais integrantes. Esse é um exemplo de como o negacionismo científico permeia a sociedade, e que nos faz refletir sobre quais os caminhos que devemos seguir para combatê-lo.

Primeiramente, se faz necessário o destaque da participação ativa das grandes multinacionais proprietárias dos espaços digitais. X, Instagram, Tik Tok são alguns exemplos de empresas dessa seara que possuem pouquíssimos ou nenhuma ferramenta para a identificação e banimento de contas que disseminam teorias ultrajantes com abjetivo de convencer e aglutinar mais pessoas a terem o mesmo pensamento. São diversos os exemplos em solo brasileiro: o movimento “antivax” que defendia a não obrigatoriedade de vacinação contra a COVID-19, a patética negação do resultado das eleições, que levou a um dos dos atos de vandalismo mais emblemáticos do país, o 8 de janeiro de 2023, o movimento da terra plana, todos esses com grupos e chats ativos nas citadas anteriormente.

Além disso, outra perspectiva acerca do tema merece atenção: o sucateamento e falta de investimento na educação pública. Segundo o filósofo grego Epicteto, “a educação liberta”, frase que se enquadra como antídoto para esse panorama, onde a construção de senso crítico em ambiente escolar serviria de base para população em vários aspectos, tanto teóricos quanto práticos, como a resistência e combate a essas ideias, e quiçá um aumento no números de cientistas brasileiros.

Diante desse cenário, o Governo federal deve impor condições às empresas estrangeiras: cadastro de novas contas com CPF, para o banimento e identificação dos usuários, e ferramentas de IA precisas para o reconhecimento das já criadas. Ademais, o investimento de 40% dos impostos de atuação pagos por elas em um novo programa educacional focado em incentivar a ciência, o “Oswaldo Cruz”. E, com isso, aproximar nova geração da ciência e afastar das conspirações.