Caminhos para combater o negacionismo científico no Brasil

Enviada em 28/07/2025

A Constituição de 1988 assegura o desenvolvimento nacional. Entretanto, no Brasil a realidade é que o Estado negligencia a erradicação do negacionismo científico. Diante desse cenário, é fundamental entender as causas desse revés, dentre as quais a ineficiência estatal e a desinformação populacional são fatores agravantes.

Em primeira análise, destaca-se a ineficiência estatal como um dos desafios a ser enfrentados para garantir o combate ao negacionismo científico. Nesse sentido, o escritor Gilberto Dimenstein, em seu livro " O cidadão de papel",traz um crítica social de como os direitos são apenas garantidos no papel.Paralelamente, a realidade confirma a crítica do autor, tendo em vista que o Estado se mostra incapaz em promover investimentos que valorizem as convenções científicas e acadêmicas, bem como se ausentando em formular políticas públicas que promovam a democratização da informação, a fim de mitigar a manipulação do conhecimento científico através dos negacionistas. Então, não é razoável que o Estado permaneça inerte a essa chaga social.

Outrossim, salienta-se a desinformação populacional como outro fator que influencia o negacionismo científico. Nesse segmento, para a filósofa Djamila Ribeiro, é preciso tirar situações da invisibilidade para que soluções sejam encontradas. Sob essa ótica, a desinformação sobre as causas do negacionismo científico se revela um grave problema. Essa nebulosidade se manifesta no surgimento de uma parcela da sociedade que perde lucros com os avanços das comprovações científicas. A nível de exemplo, são os existentes conflitos de interesses em vários setores da sociedade como grupo científico e empresas. Dessa forma, é preciso que esse obstáculo seja vencido.

É evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Poder Judiciário, que tem por dever administrar justiça na sociedade, deve inspecionar se leis e normas estão sendo executadas da maneira certa, por meio da criação de secretarias ou/ departamentos responsáveis por pesquisa e controle, com a finalidade de promover a ascensão científica. Dessa maneira, progressivamente, garantir o que diz a Constituição.