Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet

Enviada em 03/06/2019

“Oh! Que saudades que tenho […] da minha infância querida, que os anos não trazem mais!”. Diante da realidade de inúmeras crianças pelo mundo, vítimas da pedofilia na internet, parece que esse sentimento do poeta romântico Casimiro de Abreu ficará apenas para ele e para suas páginas na literatura. Nesse contexto, cabe analisar os fatores que motivam esse crime, a fim de propor caminhos para superar esse ato de desumanidade.

É válido apontar, em primeiro lugar, que a negligência por parte dos responsáveis é um dos motivos para a existência desse crime na internet. Em 2017, a série distópica Black Mirror tratou o monitoramento familiar das crianças nas redes de maneira pessimista no episódio “Arkangel”. No entanto, longe de se tratar de um exagero, essa vigilância é de extrema importância, dado que os pequeninos se tornam cada vez mais vítimas de atos libidinosos nesses meios, como a “cyberpedofilia”, devido a falta de supervisão deles por parte dos pais.

Convém ressaltar, além disso, a problemática configuração dos perfis dos internautas como um dos motores da continuidade dessa prática perversa. Tal constatação torna-se mais clara quando se observa a possibilidade de ocultação do verdadeiro perfil do agressor. Essa conduta, presente principalmente em salas de bate-papo, permite ao pedófilo criar uma imagem falaciosa de si mesmo. E, aproveitando-se dessa chance, ele começa a fazer amizade com as crianças, com o intuito de ganhar a confiança delas para pôr em prática os crimes de uma mente doentia.

Fica claro, portanto, que a pedofilia nas redes é uma realidade. Logo, medidas devem ser tomadas para decretar o fim desse problema. Para tanto, o Senado, o qual trata de propagandas de cunho social direcionadas à população e veiculadas no Instagram e no Twitter, pode criar campanhas engajadas que incentivem o monitoramento familiar das crianças na internet. A fim de despertar os responsáveis da importância de se inspecionar os passos dos filhos virtualmente. Ademais, as organizações, como o UNICEF, podem criar relatórios direcionados às redes sociais, buscando maior participação destas em uma política mais severa de segurança nos meios de comunicação. Com o objetivo de criar um ambiente on-line mais protegido para os pequenos a partir da neutralização de perfis suspeitos. Sendo assim, será possível devolver ao universo desse grupo de indivíduos indefesos a chance de se ter uma infância da qual casimiro de Abreu poderia compartilhar.