Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet
Enviada em 12/06/2019
O filme “Confiar” aborda sobre o envolvimento virtual de uma jovem com um desconhecido em uma rede social. Ao encontrar-se com o homem, é persuadida e abusada sexualmente pelo mesmo. Entretanto, fora da ficção, essa é uma realidade problemática no Brasil, visto que é motivada não só pela negligência dos responsáveis quanto ao acesso dos jovens na internet, como também pela insuficiência da lei que permite a infiltração de policiais na internet para coletar provas.
Primordialmente, desde a Segunda Revolução Industrial, no século XIX, o acesso à internet vem tomando maiores proporções, ampliando o livre acesso da população ao mundo cibernético. Apesar dos diversos benefícios, essa utilização crescente é proporcional aos crimes comuns na rede, como a pedofilia. O uso desses jovens não é devidamente monitorado por seus responsáveis, dificultando o controle e o conhecimento dos perigos que cercam esses usuários.
Em segundo plano, segundo dados da Folha Uol, oitenta porcento dos casos de abusos sexuais são de vítimas femininas, sendo desses, sessenta porcento de crianças entre 7 e 13 anos, caracterizando assim, pedofilia. Entretanto, ao identificar esses casos, as autoridades, como policiais, tem grande dificuldade de infiltrar na internet em busca de provas, devido a lei, o que atrasa o processo de condenação desses criminosos.
Portanto, é mister que providências sejam tomadas para solucionar o atual quadro. Para que haja um maior fluxo de informações a respeito da questão e maior controle dos responsáveis, urge que campanhas midiáticas sejam feitas, principalmente nos intervalos das programações, de modo que espalhem comunicados aos pais sobre identificação de crimes na internet. Ademais, para aumentar a eficácia do trabalho policial nesses casos, uma emenda de lei deve ser encaminhada ao Senado, visando facilitar a infiltração de policiais na internet em casos de pedofilia. Desse modo, observar-se-ia uma redução nos crimes de abuso infantil,