Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet

Enviada em 25/06/2019

De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à liberdade. Contudo, a questão da pedofilia na internet mostra que a falta de cuidados rigorosos por parte dos responsáveis pelos “pequenos cidadãos” acarreta em traumas irreparáveis. Nesse sentido, a desinformação das crianças e a desatenção dos pais cooperam diretamente com o mal do abuso infantil.

Nesse viés, com a chegada da internet, em um contexto pós-industrial, as comunicações nacionais e internacionais foram facilitadas para todos, inclusive para os mais jovens. Obliquamente, com o acesso às redes sociais, crianças de todo o mundo podem interagir entre si, com a inocência que as acompanha, entretanto, por muitas vezes há o encontro virtual com adultos de má índole. Em consonância, a falta de informação dos menores resulta em conversas perigosas e desconfortáveis, que podem leva-los a exposição indesejada e prisão para o adulto culpado, defendida legalmente.

Em contrapartida, a responsabilidade não é apenas das crianças, mas sim dos pais ou responsáveis que devem zelar pela segurança e bem-estar de seus filhos. Nesse contexto, alguns episódios do seriado Black Mirror, disponível na Netflix, são capazes de mostrar resumidamente os perigos da internet e como afeta a todos mesmo em situações simplórias. Assim, devido a natural dificuldade infantil de diferenciar o bom do ruim, a atenção quanto ao uso de tecnologias deve ser dobrada se tratando de crianças.

Desse modo, o cuidado quanto a pedofilia deve ser revisto. Logo, cabe ao Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação e Cultura, implantar a educação cívica na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em escolas de educação infantil, o que garantirá informações aos mais jovens. Além disso, a mídia e as ONGs devem criar campanhas que alertem os pais sobre os perigos digitais, com panfletos e posts em redes sociais. Pois, só protestando contra o mal, há de se acabar com a cooperação com esse, como defendido por Martin Luther King.