Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet
Enviada em 30/09/2019
Em meados da década de 50, a chegada da terceira revolução industrial transformou o mundo em uma era informática, onde coexistiria uma difusão do espaço social com a internet. Posteriormente, nos dias atuais, com um mundo atualmente globalizado em que as redes sociais passaram a ser incorporadas no dia a dia de mais de 120 milhões de brasileiros, em sua grande parcela são crianças e adolescentes que usufruem desses meios de interação cotidianamente, transfazendo-a em uma ferramenta essencial para a vida social. Entretanto, é explícito que com o uso excessivo da “web”, novas formas de crimes irão surgir, como crimes cibernéticos, sendo estes em grande potencial a ciberpedofilia.
No filme “Confiar” é apresentado a história da adolescente Anne de 14 anos que após ganhar um computador passa a trocar mensagens em um “chat” com um suposto garoto de 16 anos e que rapidamente é envolvida em um relacionamento extremamente íntimo, contudo em seguida, descobre ser um homem com mais de 30 anos. É verídico que o uso da internet precocemente e a falta de monitoramento dos responsáveis acaba sendo fatores principais para a ocorrência da ciberpedofilia que afeta –em geral- jovens entre 7 a 14 anos de idade onde a vítima identificar-se com o perfil do pedófilo, compartilhando informações essenciais sobre sua vida e fotos íntimas.
Tanto no Brasil como no mundo, caso de ciberpedofilia crescem anualmente, sendo assim, popularizados na medida em que a rede de interações cresce, pela maior facilidade de acesso para toda a população, já que rapidamente a internet tende a se expandir pelo mundo. Na sociedade brasileira, segundo o site g1 Globo, os casos de pedofilia aumentaram em 50% somente no RJ, e em quanto em todo o país são encontrados mais de 20 milhões de casos de pedofilia espalhados pela internet. Contudo em 2008, o ECA -Estatuto da criança e do adolescente- modificou a sua lei passando a punir severamente aqueles pelos quais praticam atos de compartilhamentos de pornografia infantil e juvenil. No entanto, essa medida precisa ser concreta e de forma imediata para a melhor penalidade desse delito.
Dessa forma, é válido ressaltar a necessidade primordial dos agentes responsáveis pelos jovens ao estabelecer regras no limite de tempo no uso da internet bem como a reeducar dos pais para a administração da utilização da “web” pelos seus filhos. No entanto, as políticas públicas devem intervir na sociedade para organizar palestrantes e psicólogos para explicarem como devem agir na intervenção do uso descontrolado da criança nas redes sociais, é importante lembrar que a prevenção ainda é o melhor caminho para o combater da ciberpedofilia.