Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet

Enviada em 21/08/2019

Indubitavelmente, a internet possibilitou a interação de indivíduos de diversas características, tornando-se uma enorme praça virtual onde circulam mais de três bilhões de usuários. Visto isso, é possível mencionar que a “web” facilita as trocas de informações e mídias entre pessoas. Entretanto, com a facilidade das interações pessoais, as chances de ocorrerem crimes como a pedofilia são bem constatantes, evidenciando os riscos que esse utensílio pode causar. Assim, faz-se necessário o debate sobre o demasiado acesso que crianças possuem às redes sociais e o compartilhamento de conteúdo pornográfico envolvendo menores.

Nesse contexto, referente ao grande ingresso que as crianças possuem nas redes sociais, ressalta o  desconhecimento dos pais sobre o que os filhos acessam, tornando os menores alvos de indivíduos com má índole. A pesquisa  realizada pela Intel Security, revelou que  cerca de 83% das crianças entre 8 e 12 anos já estão ativas nas redes sociais no Brasil, então, apesar das mídias de comunicação disporem de uma faixa etária específicas para serem utilizadas, tal dado afirma o quão fácil é para burlar o sistema. Outrossim,  pesquisas análogas a esta, são fatores que revela o desconhecimento dos pais sobre o que seus filhos acessam na internet, logo, esta insciência facilita a ação de pedófilos. Portanto, percebe-se os reais perigos que os jovens estão a mercê devido a inconsciência dos pais.

Ademais, é importante destacar que devido a facilidade do compartilhamento de mídias na internet, tornou-se possível  a disseminação da pornografia infantil, gerando um quadro grave para a sociedade. Conforme o avanço da internet, o acesso à mídias como fotos e vídeos se tornaram mais fáceis, pois, o compartilhamento de informações se tornaram cada vez mais dinâmico. Assim, casos envolvendo a distribuição de imagens infantis em sites pornográficos tornaram-se uma grande mazela social, logo, operações policias visando o combate a exploração de menores, como o “Luz na Infância”, que atua em 26 estados brasileiros, e vidência o real tamanho deste impasse. Logo, urge medidas de proteção ao menor.

Assim, fica claro os vastos perigos que o acesso sem supervisão dos pais e da facilidade de distribuição de pornografia infantil na web. Desse modo, cabe a família, principal âmbito de educação do menor, melhorar as relações familiares com os filhos, por meio de diálogos sobre sexualidade e informando aos menores sobre os perigos que os mesmos estão a mercê. Ademais, os pais devem supervisar os sites que seus filhos estão navegando, pois o mesmos podem manterem relações com indivíduos não confiáveis. Logo, tais ações serão fundamentais para garantir a segurança das crianças na “WEB”.