Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet
Enviada em 17/10/2019
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) classifica como crime aliciar, assediar ou constranger crianças e adolescentes por qualquer meio de comunicação com o fim de praticar atos sexuais. Porém, mesmo diante dessa lei, é comum a prática de pedofilia na internet, e isso acontece por diversos motivos, entre eles pode-se destacar a falta de segurança das redes sociais e a ausência de orientação dos pais.
Deve-se pontuar, de início, que há diversos usuários mal intencionados que utilizam das redes sociais e de plataformas para assediar crianças, e é notável isso quando um dos “Youtubers” mais reconhecidos da internet, Felipe Neto, fez um vídeo que explica como pedófilos utilizam de vídeos de crianças inocentes para satisfazer seus desejos, e, mesmo diante do conhecimento do site em relação a esse problema, eles não fazem algo para barrar essas pessoas.
Além disso, outro fator que perpetua esse problema, é o fato de que devido a caracterização dos pedófilos muitas pessoas deixam de desconfiar de usuários que não tem o padrão de um criminoso, e isso é retratado pela série “Black Mirror” no episódio “Manda quem pode” no qual o aliciador aparentava ser alguém inofensivo que “passava” confiança para as pessoas. Em virtude desse esteriótipo, muitos país não proíbem as conversas de seus filhos com perfis de “crianças” aparentemente inocentes.
Visto isso, faz-se necessário a reversão de tal contexto. Para isso, é preciso que o Estado obrigue as redes sociais e plataformas a punir esses usuários mal intencionados, isso acontecerá por meio de uma parceria entre a Polícia Científica e essas empresas, e esse conjunto deverá organizar uma operação que vise caçar e punir tais criminosos, para isso eles utilizarão ferramentas como denúncias e análises de perfis suspeitos. Ademais, é essencial que os pais das crianças orientem seus filhos, isso deverá acontecer por meio de conversas e acompanhamento da vida social deles na internet.