Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet

Enviada em 09/11/2019

Confiar

Muito se discute sobre como a pedofilia, transtorno em que pessoas adultas tem compulsão sexual por crianças e adolescentes, está se agravando com a internet. É evidente que, com o aumento do acesso das crianças e adolescentes à internet, elas se tornaram mais vulneráveis à essas pessoas, se não forem devidamente instruídas.

O primeiro aspecto que deve ser analisado é que, com os avanços tecnológicos recentes, há dificuldade em identificar esse tipo de crime, principalmente com a facilidade em manter o anonimato. Além disso, a velocidade da propagação de informações pessoais concede ao pedófilo uma oportunidade de se aproximar das suas vítimas. Uma boa exemplificação disso é o filme “Confiar”, dirigido por David Schwimmer, que mostra como a protagonista é manipulada pelo pedófilo para que acredite que ele é um adolescente como ela, e vá se encontrar com ele. No desenrolar do filme, é possível observar como ela e sua família ficou com sequelas psicológicas com o que ocorreu nesse encontro.

Ainda convém lembrar que esse tipo de conduta não se restringe apenas em satisfazer o pedófilo, mas também alimentar e lucrar com as redes de pornografia infantil. A Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, aprovada em 1989 pela Assembléia Geral das Nações Unidas, define que os países devem tomar medidas legislativas, sociais, educativas e administrativas para proteger as crianças; o que inclui a violência sexual. No Brasil, temos o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que no artigo 241 proíbe “Vender ou expor à venda fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”.

Em virtude dos fatos expostos, é de grande importância que o governo invista em forças-tarefa que identifiquem e punam os pedófilos; como por exemplo a Polícia Federal, que tem a tecnologia e pessoas especializados para investigar esses criminosos. Porém, eles encontram dificuldade em conseguir a contribuição de empresas de telefonia para ter a localização dos suspeitos. Ademais, é indispensável que tenham programas de conscientização nas escolas, de modo que os pais tomem as medidas preventivas necessárias para a proteção de seus filhos e as crianças saibam que não devem confiar em desconhecidos.