Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet

Enviada em 17/10/2019

Isaac Newton, por meio da inércia, afirma que tudo que está em movimento tende a permanecer em movimento, até que uma força suficiente atue sobre ele, o que faz com que mude seu percurso. Com o avanço da internet, os crimes de pedofilia virtual estão se intensificando no Brasil. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o percurso da persistência para a extinção, a combinação de fatores familiares e escolares acabam por contribuir com a situação atual.

De acordo com o  Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é dever da família, da sociedade e do Estado colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Mas, é evidente que não está sendo cumprido. De acordo com o site “G1”, os casos de pedofilia via internet subiram 50% no país. Os agressores criam perfis falsos pra conseguir a confiança dos jovens, além de compartilharem pornografia infantil. Tal delito pode trazer graves traumas psicológicos a vítima, como também afeta no seu desenvolvimento saudável.

Entretanto, a questão está longe de ser resolvida. Os pais não tem a consciência dos perigos do mundo virtual, a falta de atenção contribui para que as crianças fiquem horas na internet sem  a devida fiscalização. Além disso, a falta de instrução nas escola sobre o assunto dificulta para a vitima entender o que é certo e o que é errado, assim tornando mais difícil a denúncia e punição do agressor.

Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança do percurso. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação (MEC) inserir nas escolas, por meio de verbas governamentais, palestras para pais e alunos ministradas por professores e psicólogos, sobre os perigos da internet, com o intuito de conscientizar a todos e incentivarem a denúncia. Ademais, seria interessante que a mídia por meio de novelos que abordem o tema, buscassem orientar as famílias a dialogarem em casa e ficaram mais atentos. Só assim, a família e a escola funcionarão como a força descrita por Newton e  mudarão o caminho da persistência  para extinção.