Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet

Enviada em 26/10/2019

“A tecnologia move o mundo”. A frase de Steve Jobs, um dos fundadores da “Apple”, faz referência ao quão importante e participativa a tecnologia tem se tornado na vida cotidiana das pessoas. Conquanto, a máxima de Jobs entra em desacordo com a realidade hodierna brasileira quando se observa o ascendente número de crimes cibernéticos, sobretudo o da pedofilia virtual. Desse modo, a grande exposição de crianças à rede atrelada à falta de monitoramento dos pais aos conteúdos acessados pelos filhos, catalisam e contribuem para a exacerbação da problemática. Dessa forma, faz-se necessária a discussão acerca dos caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet.

Em primeiro plano, de acordo com pesquisa elaborada em 2016 pela “TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) Kids Online Brasil”, 8 em cada 10 crianças acessam a internet. Nessa perspectiva, a exposição precoce e a ausência de senso crítico comprometem a seletividade de conteúdos acessados e a não diferenciação entre o que pode ou não ser compartilhado. Diante disso, pedófilos aproveitam-se das lacunas na segurança destinada às crianças no ambiente virtual para conseguir encontrá-las e assediá-las, principalmente através das redes sociais. Dessa maneira, a fragilidade de mecanismos proteção e a falta de criticismo auxiliam na persistência do problema.

Outrossim, é válido ressaltar que a ausência de monitoramento dos pais em relação às atividades online dos filhos corrobora com a manutenção do empecilho, visto que, propicia a navegação por sites inapropriados para menores e conversas com pessoas desconhecidas. Sob essa ótica, a educação virtual faz parte da responsabilidade dos progenitores, e a inexistência de tal ação compromete a construção ética. Demonstrando assim, que tal como Augusto Cury cita que pais brilhantes ensinam a pensar, os responsáveis devem compreender isso dialogando sobre o modo de conduta na esfera das mídias sociais.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser adotadas para eliminar os crimes de pedofilia na internet. Por conseguinte, o Ministério da Educação - órgão responsável pela formação escolar dos indivíduos – deve criar palestras, com psicólogos e pedagogos, e distribuir livretos informativos no ambiente escolar a fim de orientar pais e jovens sobre os perigos da grande exposição na internet, de modo que, cientes, possam fazer uso de maneira mais inteligente de tal mecanismo tecnológico. Ademais, o Governo Federal, juntamente com a mídia, deve promover campanhas conscientização por meio de redes sociais e canais de TV, com a finalidade de mitigar a ocorrência de novos casos. Somente assim, com a mobilização social e apoio do governo, essa problemática poderá ser superada e a tecnologia voltará a estar de acordo com a máxima de Jobs.